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Eventos em Destaque

O Que é Trauma

Parcerias


Curso de Resposta Médica Avançada em Desastres

Local: Hotel Maceió Atlantic, Maceió, AL
Data: 24 Março 2012




Trauma 2012: Trauma Association of Canada Annual Scientific Meeting

Local: Toronto, Ontário, Canadá
Data: 12-13 Abril 2012




CIRURGIÃO ANO 6: Atualização em Cirurgia Geral, Emergência e Trauma

Local: Maksoud Plaza Hotel, São Paulo
Data: 26-28 Abril 2012




13th European Society for Trauma and Emergency Surgery (ESTES) Congress

Local: Basel, Suíça
Data: 12-15 Maio 2012




INTERGASTRO e TRAUMA 2012 - Projeto Interdisciplinar de Atualização em Aparelho Digestivo e Trauma

Local: Salão Imperial do Hotel "Royal Palm Plaza Resort", Campinas, SP
Data: 18-19 Maio 2012




I Jornada de Trauma e Emergência de Campina Grande

Local: Federação das Indústrias do Estado da Paraíba - FIEP
Data: 8-10 Junho 2012




World Trauma Congress

Local: Rio de Janeiro
Data: 22-25 Agosto 2012

A palavra "trauma", do ponto de vista semântico, vem do grego trauma (plural: traumatos, traumas), cujo significado é “ferida”. A terminologia trauma em medicina admite vários significados, todos eles ligados a acontecimentos não previstos e indesejáveis que, de forma mais ou menos violenta, atingem indivíduos neles envolvidos, produzindo-lhes alguma forma de lesão ou dano.

Uma das definições adotadas se refere ao conjunto das perturbações causadas subitamente por um agente físico, de etiologia, natureza e extensão muito variadas, podendo estar situadas nos diferentes segmentos corpóreos. Independente de sua melhor definição, o fato é que o trauma é uma doença que representa um problema de saúde pública de grande magnitude e transcedência no Brasil, que tem provocado forte impacto na morbidade e na mortalidade da população.

Entre as causas de trauma, incluem-se os acidentes e a violência, que configuram um conjunto de agravos à saúde, que pode ou não levar a óbito, no qual fazem parte as causas ditas acidentais e as intencionais. Esse conjunto de eventos consta na Classificação Internacional de Doenças - CID, sob denominação de causas externas.

No Brasil, um país com mais de 180 milhões de habitantes, uma das mais importantes alterações que vêm ocorrendo no perfil de causas de morte é o crescimento relativo e absoluto da mortalidade por causas externas.

No final dos anos 70, acidentes e violência foram responsáveis por cerca de 60 mil óbitos, constituindo-se, então, no quarto grupo mais importante de causas de morte.

Na década de 80, o número total de óbitos aumentou em cerca de 20%, porém as causas violentas de óbito elevaram-se em 60%.

Em 1988, acidentes e violência foram responsáveis por cerca de 100 mil óbitos no país, passando a constituir o segundo grupo mais importante de causas de morte, sendo superado apenas pelas doenças do aparelho circulatório.

Em 2004, as causas externas foram responsáveis por 127.470 óbitos. A concentração dos acidentes e das violências é visivelmente mais clara nas áreas urbanizadas, que acumulam cerca de 75% do total das mortes por causas violentas, com uma correlação direta entre a porcentagem de população urbana nos estados brasileiros e o coeficiente de mortalidade por causas externas por habitante.

A intensificação das desigualdades sociais tem gerado, nas grandes cidades, uma sociedade violenta que vive em meio de uma guerra civil diária.

DATASUS

Frente à necessidade de definição, no setor de saúde, de uma política decisiva no sentido da redução da morbimortalidade por acidentes e violências, foi aprovado em 16 de maio de 2001, e publicado, posteriormente, no Diário Oficial da União, uma Portaria visando um conjunto de ações articuladas e sistematizadas a fim de combater esta doença e contribuir para a qualidade de vida da população.

Uma das diretrizes prioritárias estabelecidas foi a monitorização da ocorrência de acidentes e violências, mediante a: promoção de auditoria da qualidade de informação dos sistemas; padronização de fichas de atendimento de forma a fornecer o perfil epidemiológico do paciente atendido; criação de um banco de dados visando à união de esforços e à otimização de recursos disponíveis.

Em 5 de novembro de 2002 foi publicado pelo Ministério da Saúde a Portaria GM/MS 2.048, criando o Regulamento Técnico dos Sistemas Estaduais de Urgência e Emergência, considerando a área de urgência e emergência como um importante componente de assistência à saúde.

Este regulamento estabeleceu princípios e diretrizes, como: normas e critérios de funcionamento; classificação e cadastramento de serviços; regulação médica; atendimento pré-hospitalar fixo e móvel; atendimento hospitalar, com diferentes classificações das unidades hospitalares, conforme a complexidade; e ainda a criação de núcleos de educação em urgências.

Em 2003, o governo federal, considerando o quadro brasileiro de morbimortalidade relativo a todas urgências, inclusive as relacionadas ao trauma e à violência, instituiu a Política Nacional de Atenção às Urgências, através da Portaria Nº 1.863/GM, em 29 de setembro de 2003.

Esta política foi implantada em todas unidades federadas, respeitadas as competências das três esferas da gestão. Ficou estabelecido que o sistema deve ser organizado de modo que permita, entre outros: fomentar, coordenar e executar projetos estratégicos de atendimento às necessidades coletivas de saúde; e contribuir para o desenvolvimento de processos e métodos de coleta, análise e organização dos resultados das ações e serviços de urgência.

A implantação de Serviços de Atendimento Móvel de Urgência, SAMU - 192, em municípios e regiões de todo território brasileiro constituiu-se na primeira etapa da Política Nacional de Atenção às Urgências, através da Portaria Nº 1.864/GM, de 29 de setembro de 2003.



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