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Desastres - Resposta Médica Avançada em Desastres

Pela Organização Mundial de Saúde (OMS), catástrofe é um fenômeno ecológico súbito de magnitude suficiente para necessitar de ajuda externa. No atendimento pré-hospitalar, catástrofe é aquela situação em que as necessidades de atendimento excedem os recursos materiais e humanos imediatamente disponíveis, havendo necessidade de medidas extraordinárias e coordenadas para se manter a qualidade básica ou mínima de atendimento. É um desequilíbrio entre os recursos disponíveis e os prescindíveis para o atendimento, de modo que quanto maior for esse desequilíbrio, mais sérias serão as conseqüências às vítimas do evento. A catástrofe implica um envolvimento do meio-ambiente com prejuízo do abastecimento, da comunicação, dos transportes e do acesso ao local. Acidentes com múltiplas vítimas apresentam desequilíbrio entre os recursos disponíveis e as necessidades, e que, apesar disso, podem ser atendidos com eficiência desde que se adote a doutrina operacional protocolada. Como parâmetro de magnitude, consideramos acidente com múltiplas vítimas aqueles eventos com mais de cinco vítimas graves.

O atendimento a acidentes com estas características é um desafio no qual os serviços de atendimentos pré-hospitalares e os hospitais se deparam com frequência. Diariamente ocorrem em nosso país, acidentes dos mais variados tipos com número de vítimas superiores a cinco. Diante dessas situações ocorre uma incapacidade dos serviços de lidarem com estas situações, havendo desta forma, a necessidade de se capacitar, com frequência, os profissionais diretamente ligados a estas emergências. Em um recente inquérito da OMS, apenas 50% dos países previu um orçamento no setor da saúde para reduzir os riscos e preparar para as situações de urgência. Embora apenas 11% das pessoas expostas aos perigos naturais vivam em países em desenvolvimento, elas representam mais de 53% das mortes globais devido a catástrofes naturais, mostrando que o investimento e a promoção de ações coordenadas e de capacitações de profissionais, reduzem enormemente as mortes em desastres. Segundo a própria OMS, dados de 2008 mostraram que 321 catástrofes naturais mataram aproximadamente 236 mil pessoas, causando prejuízos financeiros da ordem de bilhões. O melhor esforço, ou seja, o melhor atendimento para a vítima mais grave deve dar lugar ao conceito de o melhor atendimento para o maior número possível de vítimas.

Assim três princípios básicos no atendimento dessas situações são fundamentais: triagem, tratamento e transporte. Para que estes três princípios básicos sejam plenamente atendidos é necessário que haja comando, comunicação e controle, pontos capitais, indispensáveis para o sucesso do atendimento.

Preocupada com esse cenário, a Sociedade Panamericana de Trauma desenvolveu o curso "Resposta Médica Avançada em Desastres", que está sendo ministrado em nosso país em parceria com a SBAIT. Trata-se de um curso com aulas teóricas, com oito horas de duração, abordando os seguintes temas: gestão e sistema de comando em situação de desastres; ABC de resposta a desastres; descontaminação; agentes radioativos, biológicos e químicos; lesões por explosão e por esmagamento; resposta psicológica em desastres; além da atuação do SAMU no atendimento em desastres.

Cada aluno do curso recebe o livro “Manual de Resposta Médica Avançada em Desastres”, dos professores Dra. Susan Briggs e Dr. Raul Coimbra, da Distribuna Editorial, colorido, com 163 páginas, servindo como base bibliográfica para o curso.

Cada aluno do curso recebe o livro “Manual de Resposta Médica Avançada em Desastres”, dos professores Dra. Susan Briggs e Dr. Raul Coimbra, da Distribuna Editorial, colorido, com 163 páginas, servindo como base bibliográfica para o curso.


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